A simplicidade do que procuras complicar …

Penso que todos nós vivemos de acordo com um código. Um código que nada mais é a não ser um conjunto de princípios que nos foi incutido pela nossa educação, em primeiro lugar, e mais tarde pela sociedade e meio que nos rodeia. Esta ideia não me parece ser incoerente, muito menos refutável. De certa forma, todos nós concordamos com isto, total ou parcialmente.

Mas antes desse código, existe um outro que alguns de nós esquecemos, ou teimamos em não ver, ou então ignoramos porque a sua importância nunca nos atingiu verdadeiramente. Refiro-me à paz espiritual que tão vorazmente procuramos, a ponto de por vezes esquecer ambos os códigos…

Antes de tudo e do nada, devemos agradecer. Agradecer porque temos a sorte de entrar nesta louca viagem que é a vida. E por isto devemos agradecer todos os dias. Mas não podemos também ignorar o agradecimento quando atingimos algum objectivo, quando concretizamos algum sonho ou quando, por motivo nenhum, nos encontramos felizes e bem de saúde. O agradecimento é importante. Se pensarmos desta forma, podemos então considerar-nos humildes o suficiente para reconhecer que temos sorte, que fazemos por tê-la e que, mesmo não conseguindo tudo o que queremos, conseguimos sempre algo. Depois da humildade segue-se o espírito crítico. “Será que mereço tanto azar? Que posso fazer para mudar o rumo do meu barco? Será que as minhas acções trarão consequências a quem me está próximo? Será que estou a agir para um bem comum, ou procuro apenas aquilo que não preciso?”. E este espírito crítico desenvolve o quarto elemento – o poder de decisão. E este poder é um direito da nossa liberdade aparente que se encontra condicionada por tudo o que se passa à nossa volta. Nunca somos verdadeiramente livres enquanto somos condicionados. E é aqui que entra o segundo código, o conjunto de princípios que nos regem porque assim os aprendemos, pois foi assim que começamos a perceber o mundo. E nisto, nestes dois códigos, a religião, como um todo, pode coexistir sem atritos e sem guerras e sem atentados e sem violência e sem preconceitos e sem essas coisas todas que vemos apenas nos noticiários e que originam apenas um suspiro em vez de um agir. Não há nehuma religião no mundo que altere estes dois códigos, pois todas prezam pelo menos um deus e todas elas, infelizmente, procuram superiorização em vez de confraternização e união. Todos podemos coexistir, se levarmos estes dois códigos a sério, se agradecermos por tudo o que de bom nos acontece e eu, sinceramente, agradeço todos os dias… mas às vezes também me esqueço. O normal…

Advertisements

One Comment Add yours

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s