Os jardins de todos ‘Eu’.

Dedicada ao meu amigo que me ajudou a pssar o GTA e que me emprestou muitos outros jogos, que me introduziu no mundo do SwapMagic para a PS2. Raden. =’)

E basicamente a quem sabe que é importante para mim, de um jeito ou doutro. Amando ou tendo amado…

A educação é, muito provável e cientificamente falando, a ferramenta mais poderosa de que dispomos e de que alguma vez iremos ter posse para definir o futuro do nosso planeta e, como não podia deixar de ser, de todo e cada um de nós. Ora, posto isto, e sabendo que esta minha visão faz parte do badalado e mal utilizado senso comum, a questão que se coloca é a seguinte: Porque raio é que tentam estupidificar, cada vez mais, maldosamente a educação dos 99%? Será o nosso futuro, ser educadamente ignorantes? Hummm… era bom que fosse. Pelo menos na cabeça dos 1%. Assim trabalhávamos sem entrar em depressões ou angústias existenciais .. assim não ficávamos de baixa e trabalhávamos non-stop para os enriquecer. Enquanto isso iriam perdendo cada vez mais a alma, enchendo o vazio crescente com uma fortuna de crescimento proporcional. Quanto mais ricos ficam, mais pobres se tornam… mais dinheiro querem, mais alma perdem, consequentemente… Bah, já perceberam, é um ciclo auto-agravado.

É pena sabem? É pena o dinheiro ser sinónimo de poder, quando o único poder que confere é o de morrer pobre. A miséria e a ignorância, tal como nós somos filhos dos deuses, são filhos do Homem. E não adianta fingir dizendo que não, que tal coisa é blasfémia.

Basta de fingirem que se importam em directo do sofá, ou da cama… Basta de hipocrisia e de hiperconstrangimento aparente. Basta… é uma questão de educação genuína e munida de senso. Chega!

E por falar em educação deixem-me expor uma ideia. Imaginemos que “fulano” tem um jardim bonito. Suponhamos agora que, mérito devido (pouco ou nenhum), o fulano consegue esse jardim impondo uma educação dogmática na qual, quem manda é o próprio, o mesmo que ensina a não responder. Ora, isso significa, numa visão pouco hiperbolizada e animalesca, que é o fulano que controla o voo das borboletas que embelezam o seu jardim. E agora pergunto, será que ele é verdadeiramente feliz ou não passa dum ser de mais um ser existencial? É que, na minha perspectiva de louco, controlar o voo errático das borboletas é o mesmo que controlar o amor. E o amor que é amor, não se controla… dele faz parte a impressibilidade das vontades de quem pisa o seu jardim. Dele faz parte o sabermos decidir se voamos em frente ou em lado, sabendo as consequências que essa decisão terá sobre o jardim onde voamos e, obviamente, sobre o nosso próprio jardim. Que felicidade pode existir em controlar o voo de quem passa no nosso jardim? Que piada existe no amor previsivelmente monótono que é reflexo unicamente da nossa vontade? Que piada tem limitarmos o amor/voo que os outros sentem por nós? Não percebo…

Se educarmos amando constantemente, a única coisa que temos de controlar é a euforia de ver flores tão bonitas e crescer no nosso jardim. Flores plantadas por nós e regadas com o nosso amor, adubadas com a nossa educação. Aaaahhh vida vida, para onde foste sem avisar? Quando voltarás para nos iluminar?…

__

-“Cheguei. Esfria sua preocupação… seu coração está quente que chegue. Mas não si contenta… procura por mais Verdade, rejeita intimidações dji quem só ti quer controlar.. Voa que nem uma borboleta errática que ‘cê é….Faz isso por mim, por favor”

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Assim farei. Esfrie sua preocupação também…

Not a Lion. But still a mirror of my soul.**
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2 Comments Add yours

  1. Raden says:

    Pois é. Infelizmente eu não vejo isto a inverter a tendência tão cedo. Os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres. A classe trabalhadora é a base da pirâmide, no entanto, e só quando parar de perder tempo a ver casa dos segredos e começar a ler mais, sobre história, sobre revoluções, sobre filosofia, sobre política, sobre o que quer que seja porque ler por si só estimula os neurónios, é que poderá aperceber-se que as coisas não têm de ser assim, só porque “sempre” assim foram. A guerra da nossa geração é a de reclamação da independência das nossas mentes — das corporações, dos governos, da cultura, e dos nossos próximos que, apesar de possuirem a melhor das intenções, muitas vezes estão já demasiado enterrados na propaganda subtil de aceitação do seu lugar como “bom”. É esse o problema, a aceitação do “bom” em prol do “óptimo.” A aversão à saída da zona de conforto, quando é no desconhecido que realmente aprendemos de que material somos feitos. O manter-se num emprego que toda a gente acha “bom”, mesmo que tal nos drene o espírito, só porque não se tem a garantia de vir a alcançar o melhor que se deseja. E se não se conseguir? Pelo menos tentou-se. Foi-se à luta. Aprendeu-se qualquer coisa com o falhanço e pode-se renascer mais forte para tentar de novo. Temos à disposição uma muito boa ferramente para lidar com qualquer risco — a persistência. Só falhamos verdadeiramente quando desistimos.

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