A minha confissão!

Eu já estive no fosso da escuridão. Houve alguma força que assustou as minhas ideias, afugentou-as. E eu só queria falar… não conseguia, ninguém me ouvia… ou pelo menos era isso que parecia. Coragem para sair? Tantas foram as vezes que tentei tê-la… e de cada vez que tentava falhava. Não imaginam o que é querer sair do fundo quando aos nossos ombros temos um mundo… um cujo peso se tornava, a um ritmo galopante, cada vez mais pesado. Era esmagador e assolador e, ao mesmo tempo, implacável e inultrapassável [parecia… mas não é!!!!].

Chegou então o momento da revolta, de virar a página e de começar um novo capítulo, uma nova história que de nova tinha apenas a ausência dessa escuridão sôfrega. A família, os amigos, o amor pela vida e a vida de amor, isso tudo continuou igual [e até melhorou!]. Enchi então o peito de ar, sentindo a pulsação fraca do meu coração e os estalidos que a minha mente ouvia, fingindo senti-los no corpo, e pensei para comigo: CHEGA DESTA MERDA!! Sai daqui demónio maldito… deixa-me em paz, deixa-me viver aquilo que tenho de mais valioso. DEIXA-ME VIVER A MINHA VIDA! [tudo isto foi dito em pensamento… tudo isto foi acompanhado por tépidas lágrimas que desciam o meu rosto iluminado pelas estrelas, pelo meu sorriso…].

Depois de sentir a mente a estalar e um corpo Presente que não O queria viver, depois de me drenarem toda a energia com birras estúpidas e inconvenientes e irracionais… argh!!!!!! Fechei então os olhos e imaginei esse demónio vermelho. Inspirei e, ao exalar, essa nuvem de negro demoníaco saiu do meu corpo. Senti-me livre…sinto-me eu de novo…Sinto-me feliz…

Desculpem-me, quando escrevo tendo a perder o medo de falar. Nada tem mais paciência do que a minha caneta à solta na folha, criando rabiscos de sinceridade que, por vezes, chega a parecer filosofia. Mas não é, é a minha forma de ver as coisas…é a minha confissão [E a tua qual será? É a pergunta da minha ousada curiosidade…].

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E ainda bem que às vezes escrevo em vez de falar. Ainda bem… Se os outros ouvissem o que eu confesso à minha caneta, numa dessas noites com a Maria, então muitas guerras declarariam à minha filosofia de vida. Mas se fosse esse o caso eu não iria deixar de ser como sou… simplesmente não tenho vergonha de dizer o que penso e de agir conforme quero. Vergonha? perguntam vocês… Como diz a minha Estrela favorita: “Isso é pʼra ficar num canto atrás da porta! Às palavras nada se apega…”

[I always look for you in those ʻshiny starʼ nights. I canʼt do it when its cloudy… but I know youʼre watching for me, too. All the time. I will keep you in my heart and in my life my dearest star. I promise!] ___m.u.P.N.

Domingo, 14 de Outubro de 2012

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